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A composição dos ácidos nucléicos

Autor: Camila  //  Categoria: Bioquímica

           Os ácidos nucléicos são as moléculas com função de armazenamento e expressão da informação genética. Existem basicamente dois tipos de ácidos nucléicos: O ácido desoxirribonucléico (DNA) e o ácido ribonucléico (RNA).

            Os ácidos nucléicos são macromoléculas formadas pela ligação tipo fosfodiéster entre cinco nucleotídeos diferentes, suas unidades fundamentais.

            Os nucleotídeos são as unidades fundamentais dos ácidos nucléicos. Ligam-se uns aos outros através de ligações fosfodiéster, formando cadeias muito longas com milhões de resíduos de comprimento. Além de participarem da estrutura dos ácidos nucléicos, os nucleotídeos atuam também como componentes na estrutura de coenzimas importantes no metabolismo oxidativo da célula e como forma de energia química, por exemplo, o ATP. Atuam ainda como ativadores e inibidores importantes em várias vias do metabolismo intermediário da célula.

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            Os nucleotídeos são moléculas formadas por uma pentose + uma base nitrogenada + um ou mais radicais fosfato. As bases nitrogenadas pertecem a duas famílias de compostos, que são no total cinco: Bases púricas ou purinas (adenina e guanina) e Bases pirimídicas ou pirimidinas (citosina, timina e uracila).

            Tanto o DNA quanto o RNA possuem as mesmas bases púricas e a citosina como base pirimídica. A timina existe apenas no DNA e no RNA é substituída pela uracila (possui um grupo metil a menos).

            A adição de uma pentose a uma base nitrogenada produz um nucleosídio. Os nucleosídios de A, C, G, T e U são denominados respectivamente adenosina, citosina, guanosina, timidina e uridina. Se o açúcar em questão é a ribose, temos um ribonucleosídeo, característico do RNA. Se o açúcar é a desoxirribose (1 hidroxila a menos em C2) temos um desoxirribonucleosídeo, característico do DNA.

            A adição de um ou mais radicais fosfato à pentose, através da ligação tipo éster com a hidroxila do carbono 5 da mesma, dá origem a nucleotídeos. Os grupos fosfato são responsáveis pelas cargas negativas dos nucleotídeos e dos ácidos nucléicos. A adição do segundo ou terceiro grupo fosfato ocorre em sequência, dando origem aos nucleotídeos di e trifosfatados.

 

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O que acontece quando ingerimos carboidratos?

Autor: Camila  //  Categoria: Bioquímica

 

 

Após a absorção dos carboidratos nos intestinos, a veia porta hepática fornece ao fígado uma quantidade enorme de glicose que vai ser liberada para o sangue e suprir as necessidades energéticas de todas as células do organismo.

buy prescription drugs without a prescription Arial;”>As concentrações normais de glicose plasmática (glicemia) situam-se em torno de 70-110 mg/dl, sendo que situações de hiperglicemia tornam o sangue concentrado. Sendo assim, um sistema hormonal apurado entra em ação para evitar que o aporte sanguíneo de glicose exceda os limites de normalidade.

Os hormônios pancreáticos insulina e glucagon possuem ação regulatória sobre a glicemia plasmática. Não são os únicos envolvidos no metabolismo dos carboidratos (os hormônios sexuais, epinefrina, glicocorticóides, tiroideanos, GH e outros também influenciam a glicemia), porém, sem dúvida, são os mais importantes. A insulina é produzida pelas células beta das ilhotas de Langerhans e é armazenada em vesículas do aparelho de Golgi em uma forma inativa (pró-insulina).

Nessas células existem receptores celulares que detectam níveis de glicose plasmáticos (hiperglicemia) após uma alimentação rica em carboidratos. Há a ativação da insulina com a retirada do peptídeo C de ligação, com a liberação da insulina da circulação sanguínea. Como efeito imediato, a insulina possui três efeitos principais:

1-                          Estimula a captação de glicose pelas células (com exceção dos neurônios e dos hepatócitos);

2-                          Estimula o armazenamento de glicogênio hepático e muscular (glicogênese);

3-                          Estimula o armazenamento de aminoácidos (fígado e músculos) e ácidos graxos (adipócitos).

Como resultado dessas ações, há a queda gradual da glicemia (hipoglicemia) que estimula as células alfa-pancreáticas a liberar glucagon. Este hormônio tem ação antagônica à insulina, com três efeitos básicos:

1-                          Estimula a mobilização dos depósitos de aminoácidos e ácidos graxos;

2-                          Estimula a glicogenólise;

3-                          Estimula a neoglicogênese.

Esses efeitos hiperglicemiantes possibilitam nova ação insulínica, o que deixa a glicemia de um indivíduo normal em torno dos níveis normais de 70-110 mg/dl. A captação de glicose pela célula se dá pelo encaixe da insulina com o receptor celular para insulina.

 

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Carboidratos

Autor: Camila  //  Categoria: Bioquímica

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           Os carboidratos são as biomoléculas mais abundantes na natureza. Para muitos carboidratos, a fórmula geral é dada por: [C(H2O)]n, daí o nome de carboidratos ou “hidratos de carbono”.

            Essas moléculas desempenham uma ampla variedade de funções. Elas têm função energética, pois são os principais produtores de energia sob forma de ATP, cujas ligações ricas em energia (+-10 kcal) são quebradas sempre que as células precisam de energia para as reações bioquímicas.

            A função estrutural é dada pelo fato das células de animais possuírem uma série de carboidratos circundando a membrana plasmática que dão especificidade celular, estimulando a permanência agregada das células de um tecido – o glicocálix. A parede celular dos vegetais também é constituída por um carboidrato polimerizado – a celulose. A carapaça dos insetos é outro exemplo de função estrutural, já que essa carapaça contém quitina, um polímero que dá resistência extrema ao exoesqueleto.

            Os carboidratos têm função de reserva energética nos vegetais como amido (polímero da glicose) e nos animais como glicogênio (polímero da glicose, porém com uma estrutura mais compacta e ramificada).

            Essas moléculas são classificadas em monossacarídeos, dissacarídeos e polissacarídeos. Os monossacarídeos são os carboidratos mais simples, dos quais derivam todas as outras classes. Quimicamente, são polihidroxialdeídos (ou aldoses) ou polihidroxicetonas (ou cetoses), sendo os mais simples monossacarídeos compostos, no mínimo 3 carbonos.

 

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 A classificação dos monossacarídeos também pode ser baseada no número de carbonos de suas moléculas. Assim sendo, as TRIOSES são os monossacarídeos mais simples, seguidos das TETROSES, PENTOSES, HEXOSES, HEPTOSES, etc. Destes, os mais importantes são as pentoses (ribose, arabinose, xilose) e as hexoses (glicose, galactose, manose, frutose).

            Os dissacarídeos são os carboidratos ditos glicosídeos, pois são formados a partir da ligação de 2 monossacarídeos através de ligações especiais denominadas “ligações glicosídicas”. A ligação glicosídica ocorre entre um carbono anomérico de um monossacarídeo e qualquer outro carbono do monossacarídeo seguinte, através de suas hidroxilas e com a saída de uma molécula de água. Os glicosídeos podem ser formados também pela ligação de um carboidrato a uma estrutura não-carboidrato, como uma proteína, por exemplo. O tipo de ligação glicosídica é definida pelos carbonos envolvidos e pelas configurações de suas hidroxilas.

            Os polissacarídeos (mais de 10 moléculas de carbono) são os carboidratos complexos. Macromoléculas formadas por milhares de unidades monossacarídicas ligadas entre si por ligações glicosídicas. Os polissacarídeos são classificados como homopolissacarídeos (contêm apenas um tipo de unidade monomérica; servem como forma de armazenamento e forma estrutural, como por exemplo o glicogênio, amido, quitina e celulose) e heteropolissacarídeos (contêm dois ou mais tipos de unidades monoméricas, como por exemplo o ácido hilaurônico – responsável pela resistência e flexibilidade de cartilagem e tendões).

            O amido é o polissacarídeo de reserva da célula vegetal. Formado por moléculas de glicose ligadas entre si através de numerosas ligações e poucas ligações de ramificação de cadeia. Sua molécula é muito linear e forma hélice em solução aquosa.

 

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              O glicogênio é o polissacarídeo de reserva da célula animal. Muito semelhante ao amido, possui um número bem maior de ligações, o que confere um alto grau de ramificação à sua molécula. Os vários pontos de ramificação constituem um importante impedimento à formação de uma estrutura em hélice.

 

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              A celulose é o carboidrato mais abundante da natureza. Possui função estrutural na célula vegetal, como um componente importante da parede celular. Semelhante ao amido e ao glicogênio em sua composição, a celulose também é um polímero de glicose. A sua ligação glicosídica confere à molécula uma estrutura espacial muito linear, que forma fibras insolúveis em água e não digeríveis pelo ser humano.

 

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