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O DNA (ácido desoxirribonucléico)

Autor: Camila  //  Categoria: Bioquímica

O DNA está presente no núcleo das células eucarióticas, nas mitocôndrias. nos cloroplastos e no citosol das células procarióticas. Nas células germinativas e no ovo fertilizado, dirige todo o desenvolvimento do organismo, a partir da informação contida em sua estrutura. É duplicado cada vez que a célula somática se divide.

O DNA é um polidesoxirribonucleotídeo formado por milhares de nucleotídeos ligados entre si através de ligações 3′, 5′-fosfodiéster. Sua molécula é formada por uma fita dupla antiparalela enrolada sobre si mesma, formando uma dupla hélice.

A ligação fosfodiéster ocorre entre o fosfato do carbono 5 da pentose de um nucleotídeo e a hidroxila do carbono 3 da pentose do nucleotídeo seguinte. A cadeia resultante é bastante polar, e possui:

- Uma extremidade 5′ –> Fosfato de carbono 5 da pentose livre;

- Uma extremidade 3′ –> Hidroxila de carbono 3 da pentose livre.

 

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Por convenção, as bases de uma seqüência são sempre descritas da extremidade 5′ para a extremidade 3′. As ligações fosfodiéster podem ser quebradas enzimaticamente por enzimas chamadas NUCLEASES, que se dividem em:

- Endonucleases –> Quebram ligações no meio da molécula;

- Exonucleases –> Quebram ligações nas extremidades da molécula.

 

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Na dupla hélice do DNA, descrita pela primeira vez por Watson e Crick, as cadeias da molécula se dobram em torno de um eixo comum e de modo antiparalelo - a extremidade 5′ de uma cadeia é pareado online pharmacy without a prescription com a extremidade 3′ da outra cadeia. No tipo mais comum de hélice - “B” - o esqueleto hidrofílico de fosfatos e pentoses fica na parte externa, enquanto que as bases hidrofóbicas, fixadas à este esqueleto, ficam no lado de dentro da estrutura. A estrutura lembra uma “escada em caracol”.

Há um PAREAMENTO DE BASES entre as fitas da molécula do DNA. Assim, temos sempre pareadas:

- Adenina com Timina –> A-T;

- Citosina com Guanina –> C-G.

As bases se mantém pareadas por pontes de hidrogênio, 2 entre “A” e “T” e 3 entre “C” e “G”.

 

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As fitas do DNA podem ser separadas sob certas condições experimentais, sem rompimento das ligações fosfodiéster, e a dupla hélice pode ser desnaturada em um processo controlado e dependente de temperatura.

A composição dos ácidos nucléicos

Autor: Camila  //  Categoria: Bioquímica

           Os ácidos nucléicos são as moléculas com função de armazenamento e expressão da informação genética. Existem basicamente dois tipos de ácidos nucléicos: O ácido desoxirribonucléico (DNA) e o ácido ribonucléico (RNA).

            Os ácidos nucléicos são macromoléculas formadas pela ligação tipo fosfodiéster entre cinco nucleotídeos diferentes, suas unidades fundamentais.

            Os nucleotídeos são as unidades fundamentais dos ácidos nucléicos. Ligam-se uns aos outros através de ligações fosfodiéster, formando cadeias muito longas com milhões de resíduos de comprimento. Além de participarem da estrutura dos ácidos nucléicos, os nucleotídeos atuam também como componentes na estrutura de coenzimas importantes no metabolismo oxidativo da célula e como forma de energia química, por exemplo, o ATP. Atuam ainda como ativadores e inibidores importantes em várias vias do metabolismo intermediário da célula.

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            Os nucleotídeos são moléculas formadas por uma pentose + uma base nitrogenada + um ou mais radicais fosfato. As bases nitrogenadas pertecem a duas famílias de compostos, que são no total cinco: Bases púricas ou purinas (adenina e guanina) e Bases pirimídicas ou pirimidinas (citosina, timina e uracila).

            Tanto o DNA quanto o RNA possuem as mesmas bases púricas e a citosina como base pirimídica. A timina existe apenas no DNA e no RNA é substituída pela uracila (possui um grupo metil a menos).

            A adição de uma pentose a uma base nitrogenada produz um nucleosídio. Os nucleosídios de A, C, G, T e U são denominados respectivamente adenosina, citosina, guanosina, timidina e uridina. Se o açúcar em questão é a ribose, temos um ribonucleosídeo, característico do RNA. Se o açúcar é a desoxirribose (1 hidroxila a menos em C2) temos um desoxirribonucleosídeo, característico do DNA.

            A adição de um ou mais radicais fosfato à pentose, através da ligação tipo éster com a hidroxila do carbono 5 da mesma, dá origem a nucleotídeos. Os grupos fosfato são responsáveis pelas cargas negativas dos nucleotídeos e dos ácidos nucléicos. A adição do segundo ou terceiro grupo fosfato ocorre em sequência, dando origem aos nucleotídeos di e trifosfatados.

 

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O que acontece quando ingerimos carboidratos?

Autor: Camila  //  Categoria: Bioquímica

 

 

Após a absorção dos carboidratos nos intestinos, a veia porta hepática fornece ao fígado uma quantidade enorme de glicose que vai ser liberada para o sangue e suprir as necessidades energéticas de todas as células do organismo.

buy prescription drugs without a prescription Arial;”>As concentrações normais de glicose plasmática (glicemia) situam-se em torno de 70-110 mg/dl, sendo que situações de hiperglicemia tornam o sangue concentrado. Sendo assim, um sistema hormonal apurado entra em ação para evitar que o aporte sanguíneo de glicose exceda os limites de normalidade.

Os hormônios pancreáticos insulina e glucagon possuem ação regulatória sobre a glicemia plasmática. Não são os únicos envolvidos no metabolismo dos carboidratos (os hormônios sexuais, epinefrina, glicocorticóides, tiroideanos, GH e outros também influenciam a glicemia), porém, sem dúvida, são os mais importantes. A insulina é produzida pelas células beta das ilhotas de Langerhans e é armazenada em vesículas do aparelho de Golgi em uma forma inativa (pró-insulina).

Nessas células existem receptores celulares que detectam níveis de glicose plasmáticos (hiperglicemia) após uma alimentação rica em carboidratos. Há a ativação da insulina com a retirada do peptídeo C de ligação, com a liberação da insulina da circulação sanguínea. Como efeito imediato, a insulina possui três efeitos principais:

1-                          Estimula a captação de glicose pelas células (com exceção dos neurônios e dos hepatócitos);

2-                          Estimula o armazenamento de glicogênio hepático e muscular (glicogênese);

3-                          Estimula o armazenamento de aminoácidos (fígado e músculos) e ácidos graxos (adipócitos).

Como resultado dessas ações, há a queda gradual da glicemia (hipoglicemia) que estimula as células alfa-pancreáticas a liberar glucagon. Este hormônio tem ação antagônica à insulina, com três efeitos básicos:

1-                          Estimula a mobilização dos depósitos de aminoácidos e ácidos graxos;

2-                          Estimula a glicogenólise;

3-                          Estimula a neoglicogênese.

Esses efeitos hiperglicemiantes possibilitam nova ação insulínica, o que deixa a glicemia de um indivíduo normal em torno dos níveis normais de 70-110 mg/dl. A captação de glicose pela célula se dá pelo encaixe da insulina com o receptor celular para insulina.

 

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