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Lesões celulares

Autor: Camila  //  Categoria: Patologia Geral

            Existem dois tipos de lesões celulares:

buying drugs online class=”MsoNormal” style=”text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;”>1 – Degenerações;

2 – Necroses.

           

 

DEGENERAÇÕES:

 

As degenerações são lesões celulares reversíveis. Dependendo da intensidade da agressão e do tempo em que está agredindo, a célula consegue ou não voltar ao seu funcionamento normal. Degenerar significa perder/diminuir as características/capacidade.

            As degenerações têm como principais características:

- É uma lesão celular reversível;

- Há diminuição da função celular;

- A célula degenerada tem alterações citoplasmáticas;

- Há acúmulo de substâncias (água, lipídeos, proteína ou glicogênio) no citoplasma.

            Existem 4 tipos de degenerações:

1 – Degeneração hidrópica;

2 – Degeneração gordurosa;

3 – Degeneração hialina;

4 – Degeneração glicogênica.

            As degenerações hidrópicas são caracterizadas pelo acúmulo de água e eletrólitos inicialmente nas mitocôndrias e posteriormente em todo o citoplasma. O agente que leva ao acúmulo de líquidos lesa as membranas plasmáticas e as membranas das organelas.

A diferença entre essas membranas é que a membrana plasmática é constituída por uma dupla camada lipídica e a membrana das organelas é constituída de uma única camada lipídica. A membrana plasmática é a grande responsável pela seletividade das substâncias que entram e saem da célula. Quando algum fator endógeno ou exógeno lesa a membrana, ela perde esse seletividade, fazendo com que água e eletrólitos entrem na célula livremente.

Na degeneração hidrópica há um aumento do volume da célula e alteração da cor, devido à diluição das substâncias que dão cor e à compressão dos capilares.

As degenerações gordurosas são caracterizadas pelo acúmulo de gorduras neutras (triglicerídeos) no interior da célula. O órgão com esse tipo de degeneração fica amarelado e tem seu volume aumentado.

As esteatoses podem ser de origem tóxica: causadas por bactérias, vírus, álcool ou qualquer outro tipo de agente. Esteatoses de origem metabólica ou nutricional: são causadas por deficiências ou excesso de nutrientes. E as esteatoses anóxias: quando há falta oxigênio na célula, não há produção de energia (ATP) e então a célula não realiza suas funções normais.

O principal órgão afetado é o fígado. O único local que armazena gordura em condições normais são os adipócitos. Já os hepatócitos (células do fígado) não acumulam gordura e para que esta saia é preciso de proteínas carreadoras. Logo, quando há pouca proteína há acúmulo de gordura. Também agentes que impedem que haja oxigenação celular nos hepatócitos faz com que haja diminuição da energia (ATP), fazendo com que a célula não consiga realizar suas funções normais.

No tecido nervoso há tipos específicos de lipidoses, alterando a quantidade de esfingolipídeos e fosfolipídeos (componentes da Bainha de Mielina).

As degenerações hialinas são caracterizadas pela infiltração de material protéico entre as células e/ou acúmulo de material protéico dentro da célula. Esse tipo de degeneração já é bem avançado e a lesão já é grave, porém ainda pode ser reversível. Normalmente, as degenerações hialinas atingem grupos de células e não o órgão todo. O agente causal é, na maioria das vezes, o álcool.

As degenerações glicogênicas se manifestam na infância, devido à defeitos inatos do metabolismo (genética). Há aumento da quantidade de glicogênio no fígado, pois as células não conseguem metabolizar.

 

 

NECROSES:

 

            As necroses têm como principais características:

- É uma lesão celular irreversível (morte celular devido a uma agressão);

- Há perda total da função;

- Há alterações nucleares;

- Nem toda morte celular é uma necrose.

            Existem 6 tipos de necroses:

1 – Necrose de coagulação;

2 – Necrose caseosa;

3 – Necrose de liquefação;

4 – Necrose gangrenosa;

5 – Necrose hemorrágica;

6 – Necrose fibrinóide.

            Na necrose de coagulação ocorre coagulação das proteínas e as células se encontram em cariólise (há o desaparecimento de qualquer vestígio de núcleo). Antes que as enzimas dos fagócitos comecem a degradar a célula, as proteínas já estão coaguladas    então fica mais difícil das enzimas degradarem as proteínas e a célula fica um tempo maior (horas, dias) em cariólise.

            A olho nu, a área em que as célula morreram fica pálida (aspecto de carne ferventada) e há perda da resistência do tecido (tecido friável). A maior causa desse tipo de necrose é a isquemia (falta de irrigação sanguínea).

            Na necrose caseosa o tecido fica branco, amarelado e se fragmenando, lembrando coalho seco. Esse tipo de necrose é mais comum em pacientes com tuberculose, lepra e alguns fungos.

            A necrose de liquefação só é observada em alguns tecidos (tecido nervoso, região glandular das glândulas adrenais e alvéolos dentários). A causa mais freqüente é a isquemia (falta de irrigação sanguínea). O tecido fica liquefeito, amolecido.

            Na necrose gangrenosa haverá, além da autólise, putrefação (decomposição do tecido por causa da presença de microrganismos saprófitos). A principal causa é isquemia (falta de irrigação sanguínea) e vasoconstrição por frio, que causa queimadura e conseqüente necrose.

            A necrose hemorrágica acontece em órgãos de dupla irrigação (fígado, pulmão) e/ou em áreas de congestão (acontece quando algo obstrui a passagem de sangue, fazendo com que haja acúmulo de sangue em certo tecido).

            Em órgãos de dupla irrigação, quando há obstrução de um local de irrigação o outro continua irrigando, fazendo com que a necrose originada pela obstrução de um local de irrigação rompa os vasos que continuam irrigando e aquele sangue originado dos vasos que continuam irrigando invade o tecido, causando hemorragia.

            Em áreas de congestão, o acúmulo de sangue leva à anóxia (falta de oxigênio) daquela área e conseqüente necrose, fazendo com que as células do vaso se rompam e o sangue saia para o tecido, causando hemorragia.

            A necrose fibrinóide ocorre em locais em que há inflamação, fazendo com que ocorra extravasamento de fibrina do sangue para o tecido. Essa fibrina se coagula e se junta, formando placas, pois o material é muito viscoso.

Ciclo de Krebs

Autor: Camila  //  Categoria: Bioquímica

O Ciclo de Krebs (assim denominado em homenagem ao bioquímico alemão Hans Krebs que estabeleceu, em 1937, as seqüências de reações a partir de estudos preliminares), também chamado Ciclo do Ácido Tricarboxílico ou Ciclo do Ácido Cítrico, é a mais importante via metabólica celular.

O Ciclo de Krebs está associado a uma cadeia respiratória, ou seja, um complexo de compostos transportadores de prótons (H+) e elétrons que consumem o oxigênio (O2) absorvido por mecanismos respiratórios, sintetizando água e gerando ATPs através de um processo de fosforilação oxidativa.

O ciclo de Krebs, ou ciclo do ácido cítrico, é uma seqüência circular de oito reações que ocorre na matriz mitocondrial. Nessas reações, os grupos acetil (que provêm dos dois piruvatos que, por sua vez, vieram da glicose) são degradados em duas moléculas de gás carbônico, ao mesmo tempo que quatro elétrons são transferidos para três NAD e um FAD, e uma molécula de ATP é formada por fosforilação pelo nível de substrato.

Para entrar no ciclo do ácido cítrico, o piruvato deve ser, primeiramente, descarboxilado, liberando CO2 e formando NADH. A molécula de gás carbônico produzida será, tal qual outras resultantes do ciclo de Krebs, excretada no nível dos alvéolos pulmonares, no processo conhecido como respiração sistêmica. A molécula com dois carbonos (grupo acetil) combina-se com a coenzima A, formando a acetil-CoA.

O Ciclo de Krebs pode ser dividido em oito etapas consecutivas:

Em primeiro lugar, o piruvato é utilizado para produzir acetil-CoA, que é uma forma ativada de acetato (CH3COO-).

           1- INÍCIO: Condensação da acetil-CoA com o oxalacetato, gerando citrato (catalisada pela citrato-sintase); how to buy prescription drugs without a prescription

            2- Isomerização do citrato em isocitrato (catalisada pela aconitase). O citrato é depois isomerizado a isocitrato. Este é então descarboxilado a a-cetoglutarato;

           3- Oxidação do citrato a alfa-cetoglutarato: (catalisada pela isocitrato-desidrogenase, utiliza o NADH como transportador de 2 hidrogênios liberados na reação, havendo o desprendimento de uma molécula de CO2);

           4- Descarboxilação oxidativa do alfa-cetoglutarato a succinil-CoA (catalisada pelo complexo enzimático alfa-cetoglutarato-desidrogenase e utiliza o NADH como transportador de 2 hidrogênios liberados na reação, havendo o desprendimento de mais uma molécula de CO2 ;

           5- Desacilação do succinil-CoA  até succinato (catalisada pela succinil-CoA sintase, geram GTP que é convertido, posteriormente a ATP);

           6- Oxidação do succinato a fumarato (catalisada pela succinato-desidrogenase, utiliza o FADH2 como transportador de 2 hidrogênios liberados na reação);

           7- Hidratação do fumarato a malato (catalisada pela fumarase);

           8- TÉRMINO: desidrogenação do malato com a regeneração do oxalacetato (catalisada pela enzima malato-desidrogenase,  utiliza o NADH como transportador de 2 hidrogênios liberados na reação).

           O resultado do ciclo de Krebs é portanto:

Acetil-CoA + oxaloacetato + 3 NAD+ + GDP + Pi +FAD –> oxaloacetato + 2 CO2 + FADH2 + 3 NADH + 3 H+ + GTP

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Glicólise

Autor: Camila  //  Categoria: Bioquímica

A primeira via do metabolismo energético da glicose é a glicólise. Ela produz duas moléculas de ATP (por fosforilação pelo nível de substrato) para cada molécula de glicose consumida.

Em geral, nas células, a concentração de glicose é muito menor que a do líquido extracelular. Essa diferença de concentração (gradiente de concentração) é mantida por regulação homeostática. Quando as moléculas de glicose adentram no hialoplasma muito rapidamente, vão para a via de oxidação (glicólise) ou são armazenadas sob a forma de glicogênio. Como resultado final, a concentração hialoplasmática de glicose é muito baixa, o que faz com que exista sempre um gradiente de concentração que favorece a difusão de glicose para o interior da célula.

A glicose é uma molécula muito polar, de modo que, mesmo havendo um gradiente de concentração, ela não atravessa a membrana plasmática. Na maioria dos tecidos, o transporte de glicose exige a ação do hormônio pancreático insulina, que regula a entrada de glicose e aminoácidos nas células.

A via glicolítica é quase universal nos sistemas biológicos e ocorre no citoplasma da célula. Na maioria das células, para a Glicose entrar no citoplasma é necessário a ajuda de proteínas específicas de transporte, encontradas na membrana plasmática. Seu destino já está pré-estabelecido, isto é, em 9 passos de reações seqüenciadas, 1 molécula de Glicose se transforma em 2 moléculas de Piruvato. E essa  transformação química da substância orgânica (glicose) gera uma pequena quantidade de energia metabólica (ATP) se comparada com as reações que se seguem no Ciclo de Krebs.

Na via glicolítica as unidades carbônicas da glicose tendem a diminuir de reação em reação, formando reagentes intermediários que possuem de 6 até 3 carbonos e todos serão fosforilados, conseqüentemente os grupamentos fosforila formarão ésteres ou anidridos.

Nos organismos superiores o processo de produção de energia a partir da oxidação dos alimentos, descrito por Krebs, é composto por 3 estágios de geração de energia.

No 1º estágio, as moléculas maiores dos alimentos sofrem quebras na sua estrutura molecular até se tornarem unidades menores, gerando então os “osídeos” que serão hidrolisados à “oses”, as proteínas à aminoácidos e os lipídeos à glicerol e ácidos graxos.

A glicólise pertence ao 2º estágio, no qual as numerosas moléculas de glicose são degradadas à unidades simples, gerando energia online pharmacy without prescription utilizável na forma de alguns poucos ATPs e exercem papel central no metabolismo.

 

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E o 3º estágio é conhecido como “Ciclo de Krebs” ou “Ciclo do Ácido Cítrico” e fosforilação oxidativa.  É o momento da degradação dos alimentos de maior produção de energia, isto é, mais de 90% de ATP é produzido aqui. Agora para que ocorra esta extração de energia dos alimentos, o controle metabólico deve ser flexível, pois deve acompanhar a diversidade ambiental que o organismo está presente.